Edição: 284

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/7/20

Concelhia do PSD critica o presidente da Câmara

Candidaturas para a requalificação das escolas de Leiria no âmbito do PRR foram recusadas

Escola Básica 2,3 D. Dinis

O presidente da câmara municipal de Leiria Gonçalo Lopes contestou a exclusão das candidaturas efetuadas no âmbito do PRR para a requalificação das escolas Afonso Lopes Vieira (investimento de 7.276M), D. Dinis (investimento de 9.369M) e Centro Escolar de Marrazes (investimento de 9.887M), num total de quase 27 milhões de euros.

A Comissão Política Concelhia do PSD relata que, na informação tornada publica, o presidente da Câmara considera incompreensível tal facto e responsabiliza a regra definida anteriormente que não contempla a maturidade, antes define que a aprovação será feita pela data de entrada dos processos de candidatura, desde que cumpram os outros critérios.

Em comunicado, o PSD Leiria questiona porque se queixa o presidente de uma regra, definida pelo governo anterior, e do seu conhecimento e porque não tomou nenhuma ação se entendia que a regra estava mal definida.

“Se, como afirma o senhor presidente, as obras estavam em curso, porque razão não foi rápido a entregar os processos de candidatura?”, questiona, sublinhando que, para instruir as candidaturas eram necessários os projetos de execução e Leiria já os tinha prontos, pelo que outros municípios aproveitaram para avançar.

Também era do conhecimento prévio o montante para a Região Centro (150 milhões de euros e 60 escolas intervencionadas). As candidaturas atingiram valores muito maiores (450 milhões), ficando muitos fora do PRR. Mas, a anterior ministra socialista tinha prometido que haveria financiamento para todos, pois a verba seria reforçada (fora do PRR). O PSD Leiria recorda que tal não aconteceu porque este processo é demorado e obriga a endividamento.

O PSD Leiria questiona ainda se a Associação Nacional de Municípios Portugueses, liderada por uma socialista, fez ou está a desenvolver alguma ação concreta junto do novo governo, para resolver esta questão e estranha que só agora se tenha reparado que este critério é penalizador. Pergunta ainda que ações concretas tomará a Câmara Municipal de Leiria e o seu presidente para que esta situação se resolva, pois como afirma, compromete futuros investimentos.

“Esta situação demonstra claramente que o trabalho não foi feito em tempo útil e que existe uma séria incapacidade do presidente para o planeamento adequado e gestão adequada, mesmo quando existem vantagens competitivas, como era o caso com as obras já em curso. As queixas públicas do presidente são desculpas frágeis por não ter feito, em tempo útil, o seu trabalho”, conclui o PSD Leiria.

Contudo, a Comissão Política de secção do PSD de Leiria manifesta disponibilidade para cooperar, no sentido de reverter esta situação tão penalizadora para o concelho.

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