Depois de erguer o Monumento ao Cutileiro
Município de Caldas da Rainha inicia construção da Oficina do Cutileiro em Santa Catarina
2026-04-24 22:21:49

Vítor Marques
O Município de Caldas da Rainha iniciou, no dia 24 de abril, a construção da Oficina do Cutileiro, na freguesia de Santa Catarina. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, “é com enorme orgulho e sentido de responsabilidade que assinalamos o início da construção da Oficina do Cutileiro, na freguesia de Santa Catarina. Este é um passo fundamental para a salvaguarda e valorização da nossa identidade cultural e do nosso património imaterial.”
“A Oficina do Cutileiro não será apenas um edifício; será uma cápsula do tempo. Trata-se de uma recriação imersiva e autêntica que permitirá a todos os que visitam a nossa freguesia recuar no tempo e compreender, de perto, como trabalhavam os nossos mestres cutileiros antes da generalização do uso da eletricidade. Queremos que as novas gerações e os nossos visitantes sintam o peso do martelo, o calor da forja e a dedicação exigida por esta arte ancestral que tanto moldou a nossa terra”, acrescentou.
O autarca sublinha que “este projeto está apenas no seu início. A Oficina do Cutileiro é mais uma etapa de uma visão muito mais ampla e ambiciosa. Foi precisamente neste sentido de valorização e homenagem que erguemos o Monumento ao Cutileiro e que formalizámos a aquisição do edifício onde será criado o futuro Museu da Cutelaria, em Santa Catarina. Neste momento, estão já a ser pensados e preparados todos estes espaços físicos e interpretativos, que funcionarão de forma articulada. O nosso objetivo é criar um roteiro abrangente que permita a quem nos visita perceber, em toda a sua profundidade, a rica história da cutelaria no nosso concelho.”
“Para a concretização de toda esta visão, importa destacar que a Junta de Freguesia de Santa Catarina tem sido, e continuará a ser, um parceiro fundamental neste projeto. É através deste trabalho conjunto, proximidade e articulação constante que conseguimos unir esforços para dignificar a nossa história e projetar o desenvolvimento do nosso território”, destacou.
“Preservar a nossa memória coletiva é o alicerce sobre o qual construímos o nosso desenvolvimento. O legado deixado pelos nossos artesãos é uma inspiração para a inovação e para a resiliência que queremos ver no nosso concelho. Como faço questão de frisar: um povo com história, e que a reconhece, é um povo com futuro”, concluiu.

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