Edição: 306

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/5/23

Relativamente aos apoios do Governo à vítimas da tempestade Kristin

Deputados do PS criticam ministro da Economia e da Coesão Territorial por culpar autarquias

Eurico Brilhante Dias

Os deputados do Partido Socialista eleitos por Leiria, Eurico Brilhante Dias e Catarina Louro, manifestaram este sábado, 23 de maio, a sua profunda indignação perante as declarações do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que, na sua opinião, “decidiu escolher o caminho mais fácil: procurar culpados em vez de assumir responsabilidades.”

Os parlamentares sublinham que “depois de um Governo que chegou atrasado à resposta às populações afetadas pelas tempestades, assistimos agora a um novo capítulo de uma atuação marcada pela incompetência política e pela deslealdade institucional. Primeiro, o Governo falhou na capacidade de antecipação e resposta. Depois criou expectativas junto das famílias atingidas, prometendo rapidez, eficácia e apoio célere. Agora, perante atrasos evidentes e milhares de pessoas ainda à espera de respostas, opta por transferir mais uma vez responsabilidades para os municípios. Relembra-se que já o tinha feito em meados do mês de março.”

“Os números conhecidos mostram que continuam a existir dezenas de milhares de processos por concluir e milhares de famílias ainda sem apoio efetivo. O próprio processo tem sido marcado por falhas, desde plataformas com problemas operacionais até exigências documentais sucessivas e ausência de meios técnicos suficientes para responder à dimensão da tragédia. Não é aceitável que o Governo ignore estes factos”, defendem.

“É ainda mais grave que qualquer membro de um Governo procure estabelecer uma narrativa pública de confronto com autarquias, expondo municípios de forma seletiva e promovendo uma lógica de divisão institucional que em nada ajuda as populações afetadas. Um Governo responsável coordena, apoia e resolve. Não se esconde atrás das autarquias quando surgem dificuldades”, acusam.

Para Eurico Brilhante Dias e Catarina Louro, “o que hoje se verifica é algo diferente: um Governo incompetente, que chegou atrasado, depois prometeu muito e, no fim, escolhe ser desleal institucionalmente. E pior: já nem procura esconder a partidarite aguda de que padece.”

Os deputados do Partido Socialista eleitos por Leiria manifestam ainda séria preocupação com os sinais persistentes de falta de coordenação no terreno, uma realidade que não resulta apenas das críticas das populações e dos autarcas, mas que foi igualmente identificada pelo próprio Presidente da República no seguimento da Presidência Aberta realizada nas zonas afetadas. E essa preocupação torna-se ainda mais séria quando Portugal se aproxima de um verão que tudo indica poder voltar a ser particularmente exigente.

“Se o Governo revela dificuldades na coordenação institucional, na mobilização de meios e na articulação entre entidades perante uma resposta de recuperação, é legítimo questionar se está verdadeiramente preparado para enfrentar um período de elevado risco, designadamente ao nível da proteção civil e dos incêndios rurais”, alertam.

Para o PS, “as populações afetadas já passaram por demasiado para terem agora de assistir a um jogo de empurra de responsabilidades entre instituições. Portugal precisa de um Governo responsável, que seja empático, ágil e esteja verdadeiramente ao lado das pessoas.”

Fonte. GI||GPPS

 

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