Contestando a localização anterior, no Bombarral
Câmara das Caldas da Rainha pede novo estudo sobre futuro do novo Centro Hospitalar do Oeste
2026-07-07 23:06:12

Vítor Marques junto ao Ministério da Saúde
O Município das Caldas da Rainha adjudicou a realização de um novo estudo técnico independente sobre a localização do futuro Centro Hospitalar do Oeste, que será posteriormente apresentado ao Ministério da Saúde. Conforme explicado pelo Presidente da Câmara Municipal, Vítor Marques, durante a Conferência de Imprensa, realizada esta segunda-feira, 6 de julho, “o Município das Caldas da Rainha pauta a sua atuação pelo rigor, pela responsabilidade e pela transparência. Foi precisamente por esse motivo que decidiu contratar um estudo técnico independente, rigoroso e imparcial, garantindo que a decisão sobre a localização do futuro hospital assenta em critérios objetivos, sustentados e tecnicamente fundamentados.”.
O estudo, intitulado “Avaliação Multicritério da Localização do Novo Centro Hospitalar do Oeste”, será desenvolvido pela CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano e o seu propósito é dotar a Câmara Municipal de Caldas da Rainha de uma base técnica sólida e transparente para sustentar a sua posição institucional no processo de decisão, junto do Ministério da Saúde.
Para Vítor Marques, “Caldas da Rainha reúne todas as condições para acolher o novo hospital. Desde logo, tem um terreno de 65 hectares planos, disponível de imediato e com capacidade de expansão, excelentes acessos pelas autoestradas A8 e A15 e ainda uma linha ferroviária, para a qual existe a possibilidade de construir uma nova estação junto às instalações do futuro hospital”.
A CEDRU, durante a sua análise e avaliação, que se espera que dure cerca de 3 meses, vai comparar quatro centros urbanos como possíveis locais para a construção do CHO: Caldas da Rainha, Torres Vedras, Peniche e Bombarral. O estudo está estruturado em duas fases:
Fase 1: Enquadramento e construção da matriz multicritério (1º mês): definição dos critérios, indicadores, ponderações e área de influência do CHO.
Fase 2: Avaliação comparativa (2º e 3º mês): recolha de dados, modelação de acessibilidades, comparação dos quatro centros urbanos, análise de sensibilidade e recomendações finais.
A análise irá incidir na macro localização, ou seja, terá como base os centros urbanos e não terrenos concretos, e terá em consideração critérios como acessibilidade das populações, mobilidade dos profissionais, integração no sistema urbano, coerência com o ordenamento do território e impactos territoriais e sociais. O valor da contratação do serviço foi de 38.000€ + IVA.
Recorde-se das razões defendidas pelo Município das Caldas da Rainha para a localização do Novo Hospital do Oeste ser nas Caldas da Rainha:
1. O Oeste Norte ficará sem cuidados hospitalares:
a. O atual Hospital das Caldas fechará portas, deixando o concelho sem hospital público;
b. Toda a região Oeste Norte ficará sem hospital público;
c. O Oeste Sul já está servido por vários hospitais (Loures, Vila Franca de Xira, Lisboa) e clínicas e hospitais privados em Torres Vedras e Lisboa;
d. O Novo Hospital nas Caldas pode ajudar a aliviar a pressão sobre os hospitais de Leiria e Santarém;
e. Além da sua área de influência direta, o hospital poderá continuar a servir as populações de Alcobaça, Rio Maior e Nazaré.
2. Atratividade das Caldas da Rainha:
a. Excelentes condições para viver, estudar, praticar desporto, aceder à cultura e a serviços essenciais;
b. Caldas e Óbidos recebem cerca de 3,5 milhões de pessoas por ano (turistas e residentes temporários);
c. A Região Oeste Norte concentra 75% das estadias turísticas e os eventos mais importantes da região;
d. A saúde é um motor económico local, com mais de 900 empregos diretos só nas Caldas.
3. Excelentes acessos:
a. Acessos rápidos às autoestradas A8, A15 e IP6;
b. Terminal rodoviário e estação de comboios existentes;
c. Possibilidade de construção de uma nova estação ferroviária junto ao terreno proposto, reforçando a mobilidade sustentável.
4. Terreno ideal:
a. 65 hectares planos, com disponibilidade imediata e capacidade de expansão futura;
Fonte: CIC|UDM|CMCR

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