Edição: 309

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/8/6

Incluindo a Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte e a Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros

Agência para o Clima investe 3 milhões de euros em 18 projetos de cogestão das áreas protegidas

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma das áreas contempladas

A proteção da natureza vai ganhar um novo impulso com um investimento de 3 milhões de euros em 18 projetos que reforçam a cogestão das áreas protegidas em todo o país. A Agência para o Clima (ApC), entidade responsável pela gestão dos instrumentos de financiamento do Ministério do Ambiente e da Energia, aprovou o apoio a iniciativas que chegam de norte a sul do país e abrangem alguns dos mais emblemáticos territórios naturais nacionais.

As intervenções apostam na conservação da biodiversidade, na valorização do património natural, no turismo de natureza, na educação ambiental e numa maior participação das comunidades locais na gestão das áreas protegidas.

A resposta ao programa voltou a demonstrar o interesse das entidades locais pela cogestão das áreas protegidas. Das 29 candidaturas apresentadas, 27 reuniram os critérios de elegibilidade. A decisão final contempla o financiamento de 18 iniciativas — 15 com apoio integral e três com apoio parcial —, num investimento global de 3 milhões de euros.

Os investimentos aprovados abrangem áreas protegidas de norte a sul do país e resultam de parcerias entre municípios, associações de desenvolvimento, organizações não-governamentais e outras entidades locais. As iniciativas incluem ações de conservação da natureza, recuperação e valorização do património natural, promoção da biodiversidade, educação ambiental, dinamização do turismo sustentável e consolidação do modelo de cogestão das áreas protegidas.

Para a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, este investimento demonstra que a proteção da natureza depende de uma estreita colaboração entre o Estado, as autarquias e as comunidades locais.

“As áreas protegidas são um dos maiores ativos naturais de Portugal e a sua preservação exige o envolvimento de quem vive, trabalha e investe nestes territórios. Estes projetos mostram que é possível conciliar conservação da natureza, desenvolvimento local e criação de oportunidades para as comunidades, através de um modelo de gestão mais participado, mais próximo e mais eficaz”, sinaliza Maria da Graça Carvalho.

Os 18 projetos aprovados representam um investimento global de 3 milhões de euros e distribuem-se pelas seguintes entidades:

Entidade  e Financiamento aprovado

Companhia das Lezírias, S.A. – 200 mil €

Município de Portalegre – 200 mil €

AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino – 200 mil €

Associação Geopark Estrela – 199,9 mil €

Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira – 199,8 mil €

ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte – – 199,8 mil €

Município de Bragança – 199,8 mil €

ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros ~199,5 mil €

Município de Odemira – 198,7 mil €

ADERE-PG – Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda-Gerês –

198 mil €

ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola – 196,5 mil €

Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) – 193,8 mil €

Associação de Municípios do Douro Superior – 185,6 mil €

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. – 143,6 mil €

Vertigem – Associação para a Promoção do Património – 78,1 mil €

Município de Condeixa-a-Nova – 68,7 mil €

Câmara Municipal de Coimbra – 68,7 mil €

Município de Vila Real – 68,7 mil €

          Fonte: MAE

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