Edição: 309

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/8/16

João Paulo Feliciano vai presidir às celebrações

Caldas da Rainha inicia comemorações dos 100 anos da elevação a cidade

João Paulo Feliciano

No dia 26 de agosto, Caldas da Rainha assinala o 99.º aniversário da Elevação a Cidade, uma data que este ano assume um significado especial ao marcar também o arranque das comemorações do Centenário da Elevação das Caldas da Rainha a Cidade, que se assinalará em 2027.

Ao longo do próximo ano, o Município pretende promover um programa de comemorações que, mais do que assinalar uma efeméride, permita revisitar a história da cidade, valorizar a sua identidade e vitalidade contemporânea e, sobretudo, pensar e construir uma visão para o seu futuro.

Nas palavras do presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, “Celebrar os 100 anos da elevação das Caldas da Rainha a cidade é celebrar a história, as pessoas e tudo aquilo que construímos juntos. É também uma oportunidade para olhar para o futuro e imaginar a cidade que queremos deixar às próximas gerações. Queremos que este Centenário seja vivido por toda a comunidade e que 2027 seja apenas o início de novos projetos, novas ideias e novos caminhos para as Caldas da Rainha.”.

As comemorações do Centenário (1927-2027) serão presididas pelo artista caldense João Paulo Feliciano, cuja intervenção pretende contribuir para uma abordagem transversal e contemporânea à celebração dos 100 anos da cidade. Relativamente ao programa de comemorações, este irá assentar em três grandes eixos narrativos: Cidade Revisitada, Cidade Vivida e Cidade Imaginada, procurando estabelecer uma ligação entre a memória, a realidade atual e o futuro da cidade.

Cidade Revisitada propõe um olhar sobre o passado, procurando compreender como a cidade se formou e se transformou ao longo do último século. O eixo integra a valorização da memória e do arquivo, a recolha e organização de fontes, exposições e leituras históricas, a evolução urbana e territorial, publicações, roteiros e a revisitação de protagonistas e momentos marcantes da história das Caldas da Rainha.

Cidade Vivida centra-se na cidade contemporânea, nas suas pessoas, comunidades, instituições e dinâmicas. A programação pretende valorizar a criação cultural, o associativismo, a educação, o bem-estar, o espaço público e as iniciativas de proximidade, promovendo também o envolvimento da comunidade na construção das comemorações.

Cidade Imaginada será dedicada ao futuro, através da promoção do pensamento estratégico, da experimentação e da criação de propostas com continuidade para além de 2027. Debates, encontros temáticos, laboratórios de futuro, projetos-piloto e intervenções artísticas são algumas das possibilidades previstas neste eixo, com o objetivo de contribuir para uma visão de uma cidade saudável, sustentável e preparada para o futuro.

O centenário pretende ser muito mais do que uma celebração dos 100 anos da elevação a cidade. Será uma oportunidade para Caldas da Rainha conhecer melhor o seu passado, refletir sobre o seu presente e imaginar o seu futuro, envolvendo diferentes gerações, comunidades e agentes locais num processo de construção coletiva.

Sobre João Paulo Feliciano

Nascido nas Caldas da Rainha, em 1963, João Paulo Feliciano é artista plástico e músico. Desde 1984, tem desenvolvido um percurso artístico marcado pela experimentação e pela utilização de múltiplas linguagens e formas de expressão, entre a pintura, desenho, fotografia, vídeo, luz, som, música, design gráfico, arquitetura, instalação e performance.

Ao longo do seu percurso, expôs em diversas instituições nacionais e internacionais, destacando-se as apresentações no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto), na Culturgest (Lisboa), na Hayward Gallery (Londres), no Contemporary Arts Center em Cincinnati (Ohio, EUA) e a participação na XXVI Bienal de São Paulo (Brasil). Foi também responsável pela direção artística do espetáculo Acqua Matrix, apresentado na Expo’98, em Lisboa, e integrou a direção da Bienal Experimenta Design.

Na área da música, fundou os Tina and the Top Ten (1989) e, mais tarde, o Real Combo Lisbonense (2009), tendo desenvolvido ainda colaborações com diversos músicos nacionais e internacionais, como Rafael Toral (com quem partilhou o projeto No Noise Reduction), Lee Ranaldo (Sonic Youth) Phill Niblock e David Toop. Em 2009, criou também a sua própria editora discográfica e produtora musical: a Pataca Discos.

É, atualmente, Diretor de Arte do recinto do festival Primavera Sound Porto, função que desempenha desde a primeira edição do festival, em 2012.

    Fonte: CIC|UDM|CMCR

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